O presidente da Câmara de Valongo, Paulo Esteves Ferreira, propôs a criação de um fundo público para comparticipar as obras necessárias à correção de ligações indevidas às redes de saneamento e de águas pluviais em habitações particulares e empresas. A proposta foi apresentada na mais recente reunião do Conselho Metropolitano do Porto.
O autarca considera que estas ligações são uma das principais causas da poluição de rios e ribeiras, “se não mesmo a principal causa”, com reflexo direto na qualidade da água e no ambiente. Descreve-o como um problema antigo, que nunca chegou a ser resolvido e que “talvez nunca tenha tido a atenção devida”.
Para Paulo Esteves Ferreira, o primeiro passo deve ser um diagnóstico aprofundado que dimensione a situação em cada concelho. Só depois será possível definir o valor do fundo e o modelo de comparticipação das intervenções. “Não é razoável esperar que os proprietários suportem integralmente os custos destas obras”, afirmou.
O presidente pediu aos 17 municípios da Área Metropolitana do Porto que ponderem a proposta. Na sua leitura, a dimensão da região, a densidade populacional e a extensa malha de rios e ribeiras tornam o território adequado para avançar com um projeto deste tipo. Alertou ainda que os trabalhos serão demorados, pelo que há vantagem em começar já, aproveitando a negociação do novo quadro comunitário, que poderá complementar os investimentos municipais.
No concelho, a Câmara de Valongo tem previstas, a partir de outubro, inspeções por vídeo nas ribeiras da Balsinha e da Gandra, para localizar ligações indevidas que possam afetar o Rio Leça.

