Valongo obteve 66,4 pontos no Índice de Sustentabilidade Municipal (ISM) de 2026, acima dos 63,8 de Portugal, dos 64,7 da região Norte, dos 63,0 da Área Metropolitana do Porto e dos 61,2 do conjunto de municípios comparáveis. Segundo o relatório divulgado pela Câmara, o concelho subiu 12,9 pontos desde 2020, quando tinha 53,5, já com os resultados dessa data recalculados pelos critérios desta edição.
A subida repete-se nas cinco grandes áreas da Agenda 2030. Pessoas passou de 58,9 para 65,4 pontos, Prosperidade de 55,2 para 63,7, Planeta de 58,3 para 68,7, Paz de 57,2 para 78,3 e Parcerias de 44,7 para 61,4.
O melhor resultado está no objetivo de proteção da vida terrestre (ODS 15), com 96,8 pontos, contra 59,5 do país. Seguem-se a saúde de qualidade, com 84,9, a educação de qualidade, com 78,8, a água potável e saneamento, com 78,5, a paz, justiça e instituições eficazes, com 78,3, as energias renováveis, com 77,2, e a redução das desigualdades, com 76,1.
Os pontos fracos estão nas cidades e comunidades sustentáveis (ODS 11), com 41,2 pontos, onde pesam o acesso à habitação, a regeneração urbana, os resíduos, a mobilidade e a falta de áreas verdes em solo urbano. Também ficam longe da meta a erradicação da pobreza (49,2), o trabalho digno e crescimento económico (54,4) e a proteção da vida marinha (46,7).
Nos resíduos, o relatório regista 441 quilos de lixo urbano recolhido por habitante e 32% de resíduos preparados para reutilização e reciclagem, quando a meta usada pelo índice é de 60%. A qualidade ambiental das massas de água é outra área a melhorar.
O índice é elaborado pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa e reúne 169 indicadores, distribuídos por 75 metas dos 17 objetivos. Nove desses indicadores usam valores nacionais ou regionais, por falta de dados municipais, e as comparações com edições anteriores devem ser lidas com cautela, porque a metodologia é atualizada de edição para edição.

