O troço do Corredor Verde do Leça que passa por Valongo, Maia, Santo Tirso e Matosinhos entrou na lista de 25 finalistas do Prémio Europeu de Espaço Público Urbano 2026, uma das principais distinções de arquitetura paisagista atribuídas na Europa e organizada pelo Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona.
A seleção juntou-se a candidaturas de 14 países europeus. O corredor, assinado pela arquiteta paisagista Laura Roldão, disponibiliza 22 hectares contínuos de espaço público junto ao rio Leça e resulta do trabalho da Associação Corredor do Rio Leça, que reúne os quatro municípios atravessados pelo curso de água na coordenação da sua recuperação ambiental.
Numa primeira fase, já em obra, o corredor ganha oito hectares de espaço público, num troço de cerca de cinco quilómetros que arranca na fronteira com Valongo e termina em Alvura, no concelho da Maia. Ali nascem dois parques urbanos e sete zonas de estadia, ligados por percursos pedonais, uma ciclovia e três novas pontes metálicas sobre o rio.
Paralelamente, decorre a intervenção nas margens: estabilização do terreno, plantação de cerca de 4.200 árvores e arbustos nativos e construção de bacias capazes de reter até 600 metros cúbicos de água da chuva, reduzindo o risco de cheias também mais a jusante, no troço que já existe em Valongo.
Este novo troço junta-se ao que já está feito do lado de Valongo, fechando aos poucos um corredor contínuo entre os quatro concelhos banhados pelo Leça. A escolha dos 25 finalistas privilegiou projetos capazes de responder às alterações climáticas sem abdicar da qualidade do espaço criado para quem vive nas imediações, e uma eventual vitória reforçaria o argumento dos quatro municípios para continuarem a atrair fundos europeus destinados à recuperação de cursos de água.
A lista dos cinco finalistas é conhecida a 9 de setembro, e o vencedor do Prémio Europeu de Espaço Público Urbano 2026 é anunciado a 15 de outubro, em Barcelona.

