O vogal do Executivo da Junta de Freguesia de Ermesinde Armindo Torres Ramalho vai revelar esta quarta-feira, dia 16 de setembro, na reunião do Executivo marcada para as 21h30, uma situação que classifica como “de particular gravidade” e que, segundo escreveu num convite dirigido aos órgãos de comunicação social, poderá estar relacionada “com um dos principais focos de poluição existentes” em Ermesinde e com “os odores nauseabundos” frequentemente sentidos na cidade.

Ramalho fez questão de esclarecer que a revelação não diz respeito à “já conhecida questão relacionada com a capacidade de tratamento da ETAR de Leça”, tratando-se antes de “uma outra situação” que considera “suficientemente relevante para merecer o conhecimento público” e que “levanta sérias questões relativamente à qualidade ambiental e à qualidade de vida da população de Ermesinde”. “Há situações que não podem permanecer sem esclarecimento. Ermesinde merece conhecer os factos”, escreveu o vogal, ao convidar a imprensa a estar presente.

Horas antes da reunião, e sem fazer qualquer referência à intervenção anunciada por Ramalho, a Câmara Municipal de Valongo divulgou esta quarta-feira uma nota de imprensa a anunciar um plano de ação para identificar e eliminar ligações indevidas ao Rio Leça. Segundo o município, os trabalhos arrancam em outubro e incluem inspeções vídeo às ribeiras da Balsinha e da Gandra, bem como às redes e pontos de descarga de águas pluviais que afluem ao rio, além de uma vistoria sistemática a todo o troço do Rio Leça que atravessa o concelho.

“Não queremos ficar à espera que outros descubram os problemas do Leça por nós. Queremos ir ao terreno procurar as causas, identificar as situações concretas e atuar sobre elas”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Valongo, Paulo Esteves Ferreira, citado na nota. “Se existem ligações indevidas, queremos saber onde estão, quem é responsável por elas e o que é necessário fazer para as eliminar. Se não existem, também queremos ter essa confirmação”, acrescenta.

O plano do município inclui ainda a ampliação da capacidade da ETAR de Ermesinde, cujo concurso já foi lançado e cuja obra deverá arrancar no início do próximo ano, eliminando as descargas esporádicas que hoje ocorrem quando a capacidade instalada é ultrapassada. “Estamos a atuar em duas frentes: por um lado, vamos ao terreno procurar e eliminar eventuais ligações indevidas; por outro, estamos a resolver um problema estrutural, com o aumento da capacidade da ETAR de Ermesinde”, refere Paulo Esteves Ferreira.

Fica por saber, até à reunião desta noite, qual é exatamente o foco de poluição a que Armindo Ramalho se refere e se terá relação com o plano agora anunciado pela Câmara Municipal.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *