Os municípios de Valongo, Gondomar, Paços de Ferreira e Paredes constituíram na segunda-feira, 12 de outubro, a Associação de Municípios do Rio Ferreira, numa cerimónia realizada na Praça da Democracia, em Valongo. A nova estrutura quer coordenar a recuperação ambiental do rio, que atravessa os quatro concelhos, e responder em conjunto à poluição e à degradação do curso de água.

Assistiram à cerimónia os presidentes das quatro câmaras, o presidente do Conselho Metropolitano do Porto, Pedro Duarte, o vice-presidente da CCDR-N, Pedro Machado, e o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado.

Paulo Esteves Ferreira, presidente da Câmara de Valongo, defendeu que é preciso trocar as intervenções dispersas por uma estratégia comum. “O Rio Ferreira não conhece fronteiras, por isso a resposta tem de ser conjunta”, afirmou. Segundo o autarca, a associação serve para identificar os problemas, monitorizar a qualidade da água, encontrar soluções concretas e devolver o rio à população.

Luís Filipe Araújo, presidente da Câmara de Gondomar, considerou que as políticas públicas de ambiente “não podem ser meramente decorativas” e que, sem uma estratégia ambiental robusta, não há desenvolvimento económico nem coesão social. Paulo Ferreira, presidente da Câmara de Paços de Ferreira, concelho onde o rio nasce e que lhe dá o nome, disse que defender o Ferreira é também defender a história e a identidade locais. Alexandre Almeida, presidente da Câmara de Paredes, apontou as obras na ETAR da Arreigada como decisivas para o futuro do rio e disse que a associação será importante para acompanhar o que se faz no terreno.

Pedro Duarte destacou o exemplo dado pelos quatro municípios ao juntarem esforços num problema que é de todos e defendeu a importância de existirem várias centralidades dentro da Área Metropolitana do Porto. Pedro Machado, por sua vez, afirmou que as associações de municípios nascem de uma vontade própria de quem reconhece um problema comum e quer enfrentá-lo de forma articulada.

O presidente da APA lembrou que as ETAR são essenciais para recuperar a qualidade da água dos rios em zonas muito povoadas, e que já há investimentos em curso em vários desses equipamentos. Deixou também um desafio aos autarcas: “Gostava muito de criar aqui uma praia fluvial e seria o corolário do trabalho que começa hoje. Estaremos aqui para ajudar.”

A associação partilha a sede com a Associação de Municípios do Parque das Serras do Porto, em Valongo, e adota uma presidência rotativa com mandatos de um ano. A primeira fica a cargo de Valongo, na pessoa de Paulo Esteves Ferreira.

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