O Município de Valongo vai avançar, a partir de outubro, com um plano de ação para identificar e eliminar eventuais ligações indevidas das redes de saneamento às linhas de água e às redes pluviais que desaguam no Rio Leça. Numa primeira fase, serão feitas inspeções por vídeo nas ribeiras da Balsinha e da Gandra.
O objetivo é localizar ligações indevidas, infiltrações ou outras situações que possam contribuir para a degradação da qualidade da água. A intervenção estende-se também às redes e pontos de descarga de águas pluviais que afluem ao rio, à procura de eventuais ligações de águas residuais a essas redes. Sempre que forem identificadas situações irregulares, a Câmara atuará dentro das suas competências, promovendo a correção e o tamponamento das ligações, e encaminhará para as entidades responsáveis os casos que não sejam da sua alçada. Em paralelo, vai ser criada uma equipa para vistoriar de forma sistemática todo o troço do Rio Leça que atravessa o concelho, à procura de novas ligações ou descargas diretas para o rio.
Para o presidente da Câmara, Paulo Esteves Ferreira, “não queremos ficar à espera que outros descubram os problemas do Leça por nós”. “Se existem ligações indevidas, queremos saber onde estão, quem é responsável por elas e o que é necessário fazer para as eliminar. Se não existem, também queremos ter essa confirmação. O que não podemos fazer é trabalhar com suspeitas ou perceções: temos de ir ao terreno, verificar e agir”, acrescenta o autarca.
Em paralelo com estas ações de fiscalização, a Câmara já lançou o concurso para a ampliação da capacidade da ETAR de Ermesinde, que serve as populações de Ermesinde e Alfena, com obra prevista para o início do próximo ano. O reforço da capacidade permitirá, após a conclusão da intervenção, eliminar as descargas esporádicas que hoje ocorrem quando a capacidade instalada de tratamento é ultrapassada.
A Câmara sublinha que a despoluição do Rio Leça exige articulação entre diferentes entidades e municípios, cabendo a cada autarquia corrigir o que estiver ao seu alcance e sinalizar às entidades competentes aquilo que ultrapasse as suas competências.

