Armindo Ramalho, vogal do executivo da Junta de Freguesia de Ermesinde e membro do Conselho Municipal de Segurança de Valongo, questionou publicamente a Câmara Municipal de Valongo sobre a prevenção e o controlo de Legionella nos equipamentos municipais, depois de terem sido confirmados dois casos da bactéria em equipamentos desportivos do concelho em poucos dias.

O primeiro caso, no Estádio Municipal de Sobrado, tinha sido conhecido na semana passada. Esta terça-feira, dia 8 de setembro, foi confirmado um segundo caso no Pavilhão da Escola D. António Ferreira Gomes, em Ermesinde, situação que impediu os jovens atletas da UDCR da Bela de realizarem os treinos.

Em carta enviada aos órgãos de comunicação social, Armindo Ramalho invoca a Lei n.º 52/2018, de 20 de agosto, que estabelece o regime de prevenção e controlo da doença dos legionários e prevê obrigações específicas para os sistemas de água em edifícios e estabelecimentos de acesso público, incluindo redes prediais e sistemas de água quente sanitária.

O autarca coloca uma série de questões diretas à Câmara Municipal: se os planos de prevenção e controlo previstos na lei estão implementados e a ser cumpridos nos equipamentos municipais, quando foram feitas as últimas análises às redes de água dos equipamentos agora afetados, que resultados apresentaram, que medidas preventivas foram adotadas nos restantes equipamentos após a deteção do primeiro caso, e quantos equipamentos municipais foram entretanto avaliados.

“Não afirmo, sem os necessários elementos técnicos, que estes casos resultem de falhas de manutenção. Mas é precisamente ao município que compete esclarecer se todas as obrigações legais estavam implementadas, se estavam a ser cumpridas e que medidas foram tomadas perante a deteção destas ocorrências”, escreve Armindo Ramalho.

O vogal da Junta de Ermesinde sublinha ainda que a sua preocupação “não pretende, de forma alguma, criar alarmismo ou alarme social”, mas antes “exigir uma prevenção eficaz, uma monitorização adequada e respostas claras por parte das entidades responsáveis”. Segundo Armindo Ramalho, até ao momento o Município de Valongo não deu uma explicação pública sobre os dois casos, os equipamentos avaliados e as medidas adotadas.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *