Os núcleos da Iniciativa Liberal de Valongo, Matosinhos, Maia e Santo Tirso divulgaram esta quarta-feira uma posição conjunta sobre o Rio Leça, defendendo mecanismos de acompanhamento público ao longo do investimento superior a 80 milhões de euros previsto para a recuperação da bacia entre 2027 e 2034. O comunicado surge na sequência de uma reportagem emitida a 17 de agosto sobre o estado do rio.

O partido manifesta apoio ao investimento e reconhece o trabalho já feito nos últimos anos na bacia hidrográfica, mas defende que este novo ciclo, previsto para arrancar em 2027, seja acompanhado por instrumentos que permitam avaliar resultados enquanto a obra decorre, e não apenas no final.

Duas medidas concretas são propostas. A primeira passa por garantir a operacionalidade das sondas de monitorização já instaladas ao longo do rio, com publicação regular dos parâmetros medidos por troço e por concelho. A segunda pede que, antes do arranque da execução, sejam publicadas as metas ambientais definidas para cada troço da bacia, com avaliação anual do seu cumprimento. A IL defende ainda o reforço da capacidade operacional dos Guarda-Rios, que descreve como a primeira linha de observação e alerta no terreno.

“Não basta recuperar o rio. É preciso conseguir provar que o estamos a recuperar”, lê-se no comunicado conjunto dos quatro núcleos.

A posição foi assinada por Carlos Linhares, coordenador geral do Núcleo Territorial de Valongo da Iniciativa Liberal.

Imagem: Junta de Freguesia de Ermesinde / Facebook

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