As concelhias do PSD de Valongo, Matosinhos e Santo Tirso divulgaram um comunicado conjunto, através da agência Lusa, a defender a criação de um portal de transparência dedicado à gestão do Rio Leça. A posição reúne três dos quatro municípios atravessados pelo rio — falta apenas o PSD da Maia, que não subscreveu o documento.

O objetivo do portal, segundo os social-democratas, é permitir que qualquer cidadão consulte online a informação financeira e técnica da Associação de Municípios Corredor do Rio Leça, entidade intermunicipal criada em 2021 para despoluir e recuperar o curso de água, e que junta também o município da Maia. Entre os elementos que o PSD quer ver disponibilizados estão orçamentos, contratos, fundos europeus, transferências dos municípios, estudos e atas dos órgãos da associação, além de indicadores sobre a qualidade ambiental e o ritmo de execução dos projetos.

Além do portal, as três concelhias propõem alterar o modelo de gestão da associação intermunicipal. Defendem que aos autarcas e dirigentes políticos deve caber definir orientações e fiscalizar resultados, enquanto a gestão do dia a dia passaria para técnicos escolhidos por competência e experiência, reduzindo aquilo que classificam como intervenção política excessiva na execução dos projetos.

O comunicado não deixa de reconhecer o trabalho já realizado na recuperação do rio, casos da limpeza de resíduos no leito e da atuação dos guarda-rios ao longo de dezenas de quilómetros. Ainda assim, o PSD insiste que é preciso ir mais longe na identificação das fontes de poluição, no fim das descargas ilegais e numa monitorização contínua da qualidade da água, e pede que sejam apuradas responsabilidades pelo que descreve como sucessivos crimes ambientais no Rio Leça. Os social-democratas associam este tema também à saúde pública, apontando riscos sobretudo para crianças, idosos e pessoas com o sistema imunitário mais fragilizado.

O Rio Leça nasce em Santo Tirso e percorre cerca de 47 quilómetros até desaguar em Leça da Palmeira, em Matosinhos, atravessando pelo caminho os concelhos de Valongo e Maia. A qualidade da água e o ritmo da despoluição são, há vários anos, um tema recorrente nos quatro municípios que partilham o curso do rio.

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